
* Casa Lar para Portadores de Sofrimento Mental
* Serviço Famílias Acolhedoras
* Projeto Maria Boneca
Casa Lar para Portadores de Sofrimento Mental
O Programa Casa Lar, criado em 2004, é um serviço executado pelo Instituto Felix Guattari/ Fundação Gregorio Baremblitt, em convênio com a Secretária de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE), Subsecretaria da Assistência Social/ Diretoria de Proteção Social Especial. O serviço foi criado com objetivo de desativar o Centro de Triagem e Encaminhamento Social (CETES). O CETES havia sido implantado em 1977 e seu objetivo era prestar assistência emergencial e eventual a pessoas maiores de 18 anos, com ou sem vínculo familiar, que se encontrava em estado de abandono pelas vias públicas, visando sua recuperação e reintegração social. Era muito comum serem encaminhados pela Polícia Militar, pelos hospitais públicos, por serviços da Prefeitura e de hospitais psiquiátricos uma vez que a família não os recebia e não tinham para onde ir. O serviço pretendia ser provisório, com poucos funcionários, mais ou menos 70 (setenta) albergados, tornou abrigo por tempo indeterminado, com o passar do tempo transformou-se em permanente (mini-hospital).
O Programa Casa Lar tem como proposta pioneira oferecer um novo tipo de moradia a essas pessoas que moraram ali por anos. Iniciou-se sua implantação no ano de 2006, hoje Minas Gerais conta com quatro Casas Lares. As Casas Lares são executadas pela Fundação Gregorio Baremblitt, uma no município de Belo Horizonte e três em Uberaba.
Nosso Projeto é inspirado nas Práticas Psiquiátricas Alternativas. Aplicamos os recursos libertários da Saúde Mental, Análise Institucional, Esquizoanálise e Esquizodrama , incentivando no seio do coletivo, processos de auto-análise e autogestão, promovendo o ativo protagonismo de seus integrantes.
A Casa Lar de Belo Horizonte é uma moradia, onde reside quatorze pessoas. Essas pessoas apresentam distúrbios relevantes e importantes desajustes, a grande maioria perdeu o vínculo familiar, e outros não têm condição de retornar para a família, as quais necessitam de um programa "reabilitativo" por tempo diferenciado. Nesse desafio, nossos principais objetivos são:
- "Desinstitucionalização": fazer um trabalho centrado nas necessidades dos moradores, visando à construção progressiva da sua autonomia nas atividades da vida cotidiana e à ampliação da inserção social e do grupo moradia;
- "Reabilitação bio-psico-social": Contemplar os princípios da reabilitação bio-psicossocial, oferecendo aos moradores um projeto de reintegração social, por meio dos programas oferecidos na Rede e desenvolvidos juntamente com o grupo da moradia;
- "Inclusão social": Respeitar os direitos dos moradores como cidadãos e como sujeitos em condição de desenvolver uma vida com qualidade e integrada ao ambiente comunitário;
Uma das preocupações fundamentais do nosso Projeto é a de preservar o espaço da casa como casa e não transformá-la em espaço de tratamento, ou reproduzir a lógica da exclusão, da contenção e do enclausuramento, o que passa necessariamente pela constante re-invenção do cotidiano. Para esses desafios contamos com uma equipe de trabalhadores, coordenação, supervisão, voluntários e com a rede de amigos da casa. Trabalhamos também em colaboração com vários serviços da rede de saúde, centro de convivência, Ministério Público, parcerias com Universidades e estágios, que se formam e colaboram no atendimento aos moradores.
"Conjunto esse de objetivos destinados a propiciar o aperfeiçoamento da liberdade, da justiça e da solidariedade nessa comunidade".
Tel: (31) 3371-6927
e-mail: casalar@fgbbh.org.br
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FAMILIAS ACOLHEDORAS
É um serviço da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, executado pelo Instituto Felix Guattari/Fundação Gregório Baremblitt. São também parceiros a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais - SEDESE e o Colégio Loyola.
O objetivo principal consiste em desenvolver ações voltadas à promoção/proteção integral da criança que se encontra em situação de risco social (violência doméstica, física, psicológica, abuso/exploração sexual, negligência e abandono), através do acolhimento familiar. Esta é uma modalidade de acolhimento provisório e excepcional, sendo uma alternativa para se evitar a institucionalização, ou seja, evitar o encaminhamento de crianças aos abrigos.
O acolhimento familiar, busca garantir um ambiente mais acolhedor e humanizado, bem como a manutenção e fortalecimento dos vínculos familiares, até que seja possível resgatar a capacidade protetiva da família de origem e promover a reintegração da criança em seu lar.
As crianças, inicialmente de zero a seis anos, são encaminhadas pela Vara da Infância e da Juventude. As Famílias Acolhedoras são cadastradas, capacitadas, orientadas e acompanhadas pela equipe do Serviço Famílias Acolhedoras , durante todo o processo de acolhimento e após o desligamento da criança.
SEJA UMA FAMILIA ACOLHEDORA!
Critérios para cadastramento:
Ser maior de 21 anos;
morar no município de Belo Horizonte há mais de dois anos, no mínimo;
não ter antecedentes criminais;
concordância de todos os membros da família;
ter disponibilidade para acolhimento e não para adoção;
não ter nenhum membro da família com dependência química;
ter compromisso e amor.
As inscrições para as famílias que tenham interesse pelo acolhimento no serviço Famílias Acolhedoras já encontram-se abertas e poderão ser feitas pelo site http:/www.fgbbh.org.br.
Clique aqui e faça sua inscrição
Telefone (31) 3463-8083. E-mail: família.acolhedora@fgbbh.org.br
Rua Capitão Procópio, 39 - Santa Tereza - Belo Horizonte - MG - 31010-180
I Encontro de Famílias Acolhedoras
Nos dias 18 e 20 de dezembro de 2008 o Serviço Famílias Acolhedoras realizou o I Encontro de Famílias Acolhedoras . Participaram do encontro famílias candidatas ao acolhimento familiar. Esta ação foi mais uma das etapas de seleção das famílias, sendo que esse processo contou com entrevistas com o grupo familiar e visitas domiciliares; faltando agora a validação dos cadastros das famílias pela Vara da Infância e Juventude para que possam receber em suas casas a criança a ser acolhida.
O momento propiciou um entrosamento entre as famílias e o fortalecimento do vínculo com a equipe do Serviço, uma vez que puderam compartilhar sobre suas histórias de vida, bem como desejos e ansiedade pelo acolhimento... Sentimentos que foram acolhidos e trabalhados pela equipe durante todo o encontro.
O esquizodrama foi uma das estratégias de intervenção utilizadas, o que possibilitou ao grupo a atualização de suas percepções e provocou processos de subjetivação. Podemos identificá-los em falas de alguns membros das famílias:
"... é preciso voltar-se para a família, não só a criança precisa de apoio e acolhida. O papel da família acolhedora é ajudar a família de origem a viver a "angústia da separação".
"... Acredito que a inclusão da criança em família acolhedora, de alguma forma, mobiliza a família que se encontra em situação de violação a uma mudança de atitude".
"... pude pensar na fragilidade da família de origem, acredito que será difícil para a mãe de origem "entregar" a criança para ser cuidada por outra família ..." Voltar ao topo
Projeto Maria Boneca
A Fundação Gregorio F. Baremblitt de Uberaba, que desenvolve todas as atividades similares a Fundação Gregorio Baremblitt de Minas Gerais, tanto em Uberaba como em outros Estados do Brasil, tem como uma de suas principais iniciativas, já faz dois décadas, o Projeto Maria Boneca.
O mesmo consiste em um Hospital de Dia para portadores de sofrimento mental, que segue a inspiração dos maiores mentores da Rede Internacional de Práticas Psiquiátricas Alternativas.
Especialmente trabalha com os usuários do Sistema Unificado de Saúde, de maneira auto analítica e auto gestionaria, com o ativo protagonismo dos participantes, que são mais de cem.
Aplica , entre todos os recursos libertários em Saúde Mental, a Análise Institucional, a Esquizoanálise e o Esquizodrama.
O Hospital Dia da Fundação de Uberaba foi o primeiro dessa natureza a ser constituído em Minas Gerais. Trabalha em colaboração com vários estabelecimentos hospitalares da região assim como com a Universidade, tendo numerosos estagiários que se formam colaborando no atendimento dos usuários do estabelecimento.
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