Micropolíticas da alegria na klínica individual, de grupos e organizações sociais

Docente: Patrícia Ayer de Noronha, mestre em psicologia clínica pela Puc-São Paulo, psicóloga da Rede Pública, com experiência com grupos.

Os chistes, os paradoxos, as caricaturas, as imitações e as intensificações de gestos, posturas e idéias habitam uma interessante região de grande proveito para a clínica contemporânea: a região do humor, uma linguagem que funciona num regime de surpresa/imprevisibilidade e que faz desabarem as certezas do Ego, do Grupo, da Organização. Frequentemente, sofrimento mental individual, o mal-estar grupal e o institucional assentam-se sobre narrativas/ relações enrijecidas e monótonas, ou seja, sobre a impotência. A alegria, segundo Deleuze, consiste nada mais nada menos que a conquista de uma potência, ou seja, potência na criação de modos de existir e, mais que isto, apreciação das diferenças e da pluralidade constitutivas da própria vida. Os seminários pretendem explorar as contribuições de Freud (chistes), de Bergson (o humor) e, sobretudo, de Deleuze / Guattari / Baremblitt para uma klínica da alegria, cujas estratégias são as diferentes formas do humor.

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