Casa Lar para Portadores de Sofrimento Mental

O Programa Casa Lar, serviço executado pelo Instituto Felix Guattari/ Fundação Gregorio Baremblitt, em convênio com a Secretária de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE), Subsecretaria da Assistência Social/ Diretoria de Proteção Social Especial , funcionou de 2006 a 2008. O serviço foi criado com objetivo de desativar o Centro de Triagem e Encaminhamento Social (CETES). O CETES havia sido implantado em 1977 e seu objetivo era prestar assistência emergencial e eventual a pessoas maiores de 18 anos, com ou sem vínculo familiar, que se encontrava em estado de abandono pelas vias públicas, visando sua recuperação e reintegração social. Era muito comum serem encaminhados pela Polícia Militar, pelos hospitais públicos, por serviços da Prefeitura e de hospitais psiquiátricos uma vez que a família não os recebia e não tinham para onde ir. O serviço pretendia ser provisório, com poucos funcionários, mais ou menos 70 (setenta) albergados, tornou abrigo por tempo indeterminado, com o passar do tempo transformou-se em permanente (mini-hospital).

Sua proposta pioneira foi oferecer um novo tipo de moradia a essas pessoas que moraram ali por anos. Esse projeto é inspirado nas Práticas Psiquiátricas Alternativas. Aplicamos os recursos libertários da Saúde Mental, Análise Institucional, Esquizoanálise e Esquizodrama , incentivando no seio do coletivo, processos de auto-análise e autogestão, promovendo o ativo protagonismo de seus integrantes.

A Casa Lar de Belo Horizonte foi uma moradia, onde residiram quatorze pessoas. Essas pessoas apresentam distúrbios relevantes e importantes desajustes, a grande maioria perdeu o vínculo familiar, e outros não têm condição de retornar para a família, as quais necessitam de um programa "reabilitativo" por tempo diferenciado. Nesse desafio, nossos principais objetivos foram:

- "Desinstitucionalização" : fazer um trabalho centrado nas necessidades dos moradores, visando à construção progressiva da sua autonomia nas atividades da vida cotidiana e à ampliação da inserção social e do grupo moradia;

- "Reabilitação bio-psico-social": Contemplar os princípios da reabilitação bio-psicossocial, oferecendo aos moradores um projeto de reintegração social, por meio dos programas oferecidos na Rede e desenvolvidos juntamente com o grupo da moradia;

- "Inclusão social" : Respeitar os direitos dos moradores como cidadãos e como sujeitos em condição de desenvolver uma vida com qualidade e integrada ao ambiente comunitário;

Uma das preocupações fundamentais do nosso Projeto sempre foi a de preservar o espaço da casa como casa e não transformá-la em espaço de tratamento, ou reproduzir a lógica da exclusão, da contenção e do enclausuramento, o que passa necessariamente pela constante re-invenção do cotidiano. Para esses desafios contamos com uma equipe de trabalhadores, coordenação, supervisão, voluntários e com a rede de amigos da casa. Trabalhamos também em colaboração com vários serviços da rede de saúde, centro de convivência, Ministério Público, parcerias com Universidades e estágios, que se formavam e colaboravam no atendimento aos moradores.

"Conjunto esse de objetivos destinados a propiciar o aperfeiçoamento da liberdade, da justiça e da solidariedade nessa comunidade".

Atualmente o Programa Casa Lar continua em funcionamento, apenas na Fundação Gregorio Baremblitt, em Uberaba.


Projeto Maria Boneca

A Fundação Gregorio F. Baremblitt de Uberaba, que desenvolve todas as atividades similares a Fundação Gregorio Baremblitt de Minas Gerais, tanto em Uberaba como em outros Estados do Brasil, tem como uma de suas principais iniciativas, já faz dois décadas, o Projeto Maria Boneca.

O mesmo consiste em um Hospital de Dia para portadores de sofrimento mental, que segue a inspiração dos maiores mentores da Rede Internacional de Práticas Psiquiátricas Alternativas.

Especialmente trabalha com os usuários do Sistema Unificado de Saúde, de maneira auto analítica e auto gestionaria, com o ativo protagonismo dos participantes, que são mais de cem. 

Aplica , entre todos os recursos libertários em Saúde Mental, a Análise Institucional, a Esquizoanálise e o Esquizodrama.

O Hospital Dia da Fundação de Uberaba foi o primeiro dessa natureza a ser constituído em Minas Gerais. Trabalha em colaboração com vários estabelecimentos hospitalares da região assim como com a Universidade, tendo numerosos estagiários que se formam colaborando no atendimento dos usuários do estabelecimento.


PROGRAMA EDUCAÇÃO PARA A VIDA , de âmbito sócio - educativo - cultural, visava a integração e inclusão de crianças, adolescentes e suas famílias, em situação de vulnerabilidade social, em que a falta de condições para exercer os direitos à cidadania plena, colocava em risco não só a sobrevivência, como a dignidade e excelência de sua existência.

O objetivo fundamental do programa era a produção de subjetivações e novas relações sociais e com o meio ambiente , que valorizavam a criatividade, a justiça, a solidariedade e a cidadania.

Com uma metodologia inovadora, que permitiu aos participantes atuarem como protagonistas das ações, o programa propunha a apropriação e a produção cultural, a realização de atividades inventivas e inéditas e a articulação permanente com todos os segmentos da sociedade envolvidos no atendimento para a formação de verdadeiras redes sociais.

  Objetivos

 A partir da construção de novos sujeitos e novas relações sociais, o PROGRAMA EDUCAÇÃO PARA A VIDA propiciava às crianças, aos adolescentes e suas famílias:

  ·        A reflexão crítica e o conhecimento de sua situação no mundo atual;

  ·        a convivência participativa e solidária;

  ·        protagonismo de todas as ações;

  ·        a capacidade de produção e invenção de novas formas de pensar, sentir e fazer;

  ·        o resgate e a construção dos seus valores culturais;

  ·        o desenvolvimento da criatividade;

  ·        a relação prazerosa com a vida e

  ·        o estabelecimento de novas relações com a natureza e o meio ambiente.

 

Conheça nossos programas

 

Programa educação para a vida I : Iniciado em maio de 1998, no bairro Minaslândia, na região norte da capital, conta com o apoio da prefeitura de Belo Horizonte, prestando atendimento a 80 crianças/adolescentes de 6 a 14 anos e suas famílias.

Programa educação para a vida II : Iniciado em setembro de 1998, no bairro Serra, na região centro-sul da capital, conta com o apoio do Centro educacional Professor Estevão Pinto, prestando atendimento a 150 crianças/adolescentes de 11 a 18 anos e suas famílias.

 

Projetos que transformam uma realidade

Brincando e aprendendo

Trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes de 6 a14 anos, em horário complementar à escola.

Grupo de jovens

Trabalho desenvolvido com adolescentes de 14 a 18 anos, em horário complementar à escola.

Núcleo de apoio e promoção das famílias

Trabalho desenvolvido com as famílias, visando apoiá-las em seu papel de educadores e contribuir para sua promoção social.

Rede Social

Trabalho de articulação entre os diversos setores que fazem parte da vida dessas crianças/adolescentes e suas famílias, como escolas, organizações não governamentais, comunidade e rede de atendimento (saúde, conselhos tutelares e de direitos, entre outros), visando proporcionar um atendimento integral e efetivo a esse público.

 

O Programa Educação para a vida encerrou as suas atividades no ano de 2008.

 

 


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